O poder dos dados, a robotização do trabalhador e a conta que ninguém quer fazer: quem continua vivo do outro lado da máquina.
O que vemos na prática é robotização do trabalhador e não do trabalho.
Desembargador Federal do
Trabalho aposentado do TRT da 3ª Região, doutor em Direitos Fundamentais pela
Universidad Carlos III de Madrid e diretor de Relações Institucionais do
Instituto IDEIA – Direito e Inteligência Artificial. Ficou na magistratura até
2019, quando se aposentou para fundar a própria banca e lecionar na
pós-graduação da Faculdade de Direito da UFMG. Antes de “IA” estar na boca de
todo mundo, ele já estava na sala de máquinas: como juiz auxiliar da
Presidência do CNJ (2010–2012), trabalhou na implantação do processo eletrônico
no país, publicou Comentários à Lei do Processo Eletrônico (LTr,
2010) e cunhou a tese de que o decisivo no processo digital não é a tecnologia,
é a rede. Boa parte do que roda aqui na Toca — o processo que nasce, tramita e
morre numa tela — passa por fundações que ele ajudou a erguer quinze anos
atrás.
Por dentro, é um
contracorrente: mantém desde 2007 o blog Pepe ponto Rede,
onde mistura Deleuze, McLuhan e Ortega y Gasset com denúncia direta contra big
techs e IA bélica — e resiste postando em 2026, enquanto o mundo migrou para o
vídeo de quinze segundos.
É dele a frase que desmonta o falso duelo
desta seção: “é errada a ideia de que tudo o que é tecnológico não é humano. O
que nos diferencia no mundo, como humanos, é a tecnologia”.
Sentamos para falar sobre o poder dos dados, o
trabalhador na era da IA e a conta que ninguém quer fazer: quem continua vivo
do outro lado da máquina.
Leia a entrevista no Blog CONDENADOS
Á ATUALIZAÇÃO DE IA: https://crocodrila.netlify.app/entrevistas/2026-07-pepe-chaves/

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